O essencial
- No Peru a folha de coca é legal para o uso tradicional; a ENACO é a única empresa estatal autorizada a comercializá-la.
- Segundo o INEI e a DEVIDA, cerca de 3,46 milhões de peruanos compravam folha de coca para consumo tradicional em 2013.
- Um estudo com 142 estudantes em Cusco concluiu que tomar chá de coca não reduziu o risco de mal de altitude.
- Uma única xícara de chá de coca pode dar positivo num exame de urina para cocaína por pelo menos 20 horas.
- A folha de coca está na Lista I da Convenção Única de 1961 da ONU: não a leve para o exterior em nenhuma forma.
- Contra o soroche funcionam a aclimatação gradual, evitar álcool nas primeiras 48 horas e, com receita, a acetazolamida.
Neste guia
- O que é a folha de coca
- Usos tradicionais nos Andes: chacchado, oferendas e troca
- Folha de coca e cocaína: não são a mesma coisa
- O chá de coca em Cusco: como tomar
- O chá de coca serve para o mal de altitude? O que diz a evidência
- Possíveis efeitos do chá de coca e os exames toxicológicos
- A folha de coca é legal no Peru?
- Dá para levar folha de coca para fora do Peru?
- Pode…? Respostas rápidas sobre a coca
- Onde ver a folha de coca em Cusco
- Resumo: o essencial sobre a folha de coca
A folha de coca é uma planta sagrada dos Andes que em Cusco é mascada (o chacchado), oferecida à Pachamama e tomada em infusão: o famoso chá de coca, o mate de coca. No Peru ela é legal para o uso tradicional, mas não é cocaína nem um remédio comprovado contra o soroche: um estudo com viajantes em Cusco não encontrou redução do mal de altitude entre quem tomava o chá. E não a leve para casa: a folha de coca está na Lista I da Convenção Única de 1961 da ONU, e a maioria dos países proíbe a sua importação.
Aqui em Cusco a vemos todos os dias. Ela está nos mercados, nas bolsas dos camponeses e na recepção de quase todo hotel, ao lado da garrafa térmica de água quente. Neste guia explico o que ela é, como é usada de verdade nos Andes, o que a ciência diz sobre a altitude, o que acontece com os exames toxicológicos e por que ela não deve viajar na sua mala.
O que é a folha de coca
A coca é um arbusto do gênero Erythroxylum. A espécie comercializada pela ENACO, a empresa estatal peruana da coca, é a Erythroxylum coca, que cresce nos vales quentes das encostas amazônicas dos Andes, e não na cidade de Cusco. O que chega aos mercados são as folhas secas, verdes e de formato oval.
A folha contém fibras, óleos essenciais, minerais e até 15 alcaloides diferentes. Um deles é a cocaína, em proporção pequena: as análises citadas na revisão científica de Irmgard Bauer (2019) a situam entre 0,13% e 0,68% da folha. Durante décadas se disse que a folha era um “superalimento”; a mesma revisão lembra que estudos posteriores não confirmaram benefícios nutricionais claros.
O uso não é marginal. Segundo a Pesquisa Nacional de Domicílios sobre Consumo de Folha de Coca 2013, do INEI e da DEVIDA, cerca de 3,46 milhões de peruanos, 14,4% da população estudada, compravam folha de coca para consumo tradicional. Quase sete em cada dez viviam na serra.
Usos tradicionais nos Andes: chacchado, oferendas e troca
Para entender a coca, é preciso vê-la no dia a dia das comunidades andinas. Não é uma bebida para turistas: é trabalho, ritual e relação com os outros.
O chacchado ou acullico
No Peru, mascar coca se diz chacchar, ou chacchado; em outras regiões andinas, como a Bolívia e o norte da Argentina, fala-se em acullico. Na verdade, ela não é mastigada como chiclete. As folhas vão para a boca uma a uma, a língua forma com elas uma bola e a saliva a umedece por um bom tempo. Muitas pessoas acrescentam um pouco de llipta, uma pasta de cinza vegetal com cal.
Segundo a pesquisa do INEI, na serra o principal motivo para comprar coca é mascá-la durante o trabalho agrícola, comunitário, de construção ou artesanal, seguido de oferecê-la a peões e diaristas. O chacchado também marcava o ritmo da caminhada: uma “cocada”, o tempo que dura uma bola de coca na boca, era usada como medida de tempo de marcha.
Oferendas à Pachamama e aos apus
A coca está no centro do despacho, ou pagamento à terra, a oferenda feita à Pachamama, a Mãe Terra, e aos apus, os espíritos das montanhas. Quem conduz o rito escolhe folhas perfeitas, normalmente de três em três, e as oferece soprando suavemente sobre elas: é o k’intu. Depois as coloca sobre o altar junto com doces, sementes e outros presentes, e no final tudo é queimado e as cinzas são enterradas.
A coca também é “lida”. O especialista deixa as folhas caírem e observa como ficam: segundo o padre Luis Dalle, que descreveu um despacho na revista Allpanchis em 1969, uma folha que cai com o lado verde-escuro para cima é sinal de que a Pachamama aceita a oferenda. Dalle documentou esse rito no campo de Cusco, Apurímac e Puno, onde ele continua vivo.
Troca e reciprocidade
Compartilhar coca é uma forma de cumprimento e de respeito. Ela é oferecida a quem ajuda num mutirão, levada aos velórios e distribuída nas reuniões, e recusá-la sem motivo pode ser visto como uma desfeita. Velórios, missas e enterros aparecem, de fato, entre os principais motivos de compra na pesquisa do INEI.
Dica: se numa comunidade rural oferecerem coca a você, pode aceitar algumas folhas, agradecer e guardá-las ou provar um pouco. Se preferir não consumir, recusar com gentileza e um sorriso basta. Ninguém espera que um visitante saiba fazer o chacchado.
Folha de coca e cocaína: não são a mesma coisa
É a confusão mais comum. A folha de coca é uma planta; a cocaína é uma substância obtida dela por um processo químico de extração. Mascar a folha ou tomá-la em infusão não equivale a consumir cocaína purificada: a quantidade de alcaloide é muito menor e é liberada lentamente.
O problema, para os tratados internacionais, é que dá para extrair cocaína da folha. Em dezembro de 2025, o Comitê de Especialistas em Farmacodependência da OMS concluiu uma revisão crítica da folha de coca. Concluiu que o chacchado tradicional e o consumo em chá não representam riscos importantes para a saúde pública, mas recomendou mantê-la na Lista I da Convenção Única justamente porque a cocaína é extraída dela com facilidade. As exceções nacionais para o uso tradicional, como a do Peru, não mudam.
O chá de coca em Cusco: como tomar
O mate de coca é uma infusão de folhas de coca. Em Cusco, ele será oferecido a você ao chegar ao hotel, no café da manhã e em muitas casas. Tem um sabor herbal, suave e um pouco amargo.
- Com folhas soltas: coloque algumas folhas secas numa xícara e cubra com água recém-fervida. As folhas inteiras soltam o sabor devagar: deixe em infusão por vários minutos.
- Com sachês: eles têm folhas trituradas e colorem a água mais rápido. Um sachê por xícara e alguns minutos de infusão.
- Com açúcar ou mel: adoce a gosto.
- Quantas xícaras: não existe uma dose padrão. Tome como qualquer chá, sem exageros.
Mais tempo de infusão extrai mais alcaloides. Na análise de Jenkins e colegas (1996), um sachê de chá de coca peruano resultou numa infusão com cerca de 4 miligramas de cocaína em média, e prolongar a infusão aumentava a quantidade.
O chá de coca serve para o mal de altitude? O que diz a evidência
A resposta honesta: não há provas de que ele previna o soroche. É um costume enraizado, uma bebida quente agradável e uma boa desculpa para se hidratar e descansar, mas não substitui a aclimatação.
- O estudo mais direto foi feito em Cusco. Caravedo e colegas acompanharam 142 estudantes estrangeiros recém-chegados. Desses, 39% tiveram mal agudo da montanha e 34% tomavam chá de coca para preveni-lo. A conclusão: tomar chá de coca não reduziu o risco. Já a acetazolamida, um medicamento com receita, foi associada a menos casos (Journal of Travel Medicine, 2022).
- Não há ensaios clínicos. A revisão de Bauer (2019) aponta que não existem estudos de eficácia da coca contra o mal de altitude e que os estudos baseados em questionários não permitem saber se as pessoas a tomavam para prevenir ou quando já tinham sintomas.
- As diretrizes médicas não a recomendam. O guia de viagens a grandes altitudes do CDC dos Estados Unidos não menciona a coca entre as medidas de prevenção ou tratamento.
O que realmente funciona contra o soroche
O que o CDC recomenda para viagens a grandes altitudes é simples e funciona melhor do que qualquer chá:
- Suba aos poucos. O CDC aconselha não passar, num único dia, de baixa altitude para dormir acima de 2.750 m. Como Cusco fica a cerca de 3.399 m e quase todos chegam de avião, vale a pena dormir as primeiras noites no Vale Sagrado, mais baixo.
- Nada de álcool nas primeiras 48 horas e apenas exercícios leves nesses dias.
- Se você costuma tomar café, continue tomando: assim evita uma dor de cabeça por abstinência que pode ser confundida com o soroche.
- Pergunte ao seu médico sobre a acetazolamida antes da viagem. É um medicamento com receita, e é o médico quem decide a indicação e a dose.
- Deixe os lugares mais altos para o final, como a Montanha Colorida, quando já estiver alguns dias aclimatado.
O plano completo, com sintomas, sinais de alerta e aclimatação dia a dia, está no guia do mal de altitude em Cusco.
Possíveis efeitos do chá de coca e os exames toxicológicos
O efeito da folha é um estímulo suave, e em 2025 a OMS concluiu que o chacchado e o chá tradicionais não representam riscos importantes para a saúde pública. Numa pesquisa com viajantes citada por Bauer, 19% relataram desconfortos como náusea ou dor de estômago, embora não tenha sido possível saber se eram causados pela coca, pela altitude, pela viagem ou pela comida.
O que está comprovado é que o chá de coca pode dar positivo num exame toxicológico. Ao tomá-lo, o corpo elimina benzoilecgonina, o principal metabólito da cocaína, que é justamente o que os exames de urina procuram. No estudo de Jenkins, uma pessoa que bebeu uma única xícara de chá de coca peruano teve benzoilecgonina na urina por pelo menos 20 horas. Em outro caso estudado por Turner e colegas (2005), o exame deu positivo entre 2 e 24 horas depois de tomar o chá. A folha mascada também contém cocaína, então o risco é o mesmo.
Importante: se você é atleta sujeito a controle antidoping, piloto, militar ou trabalha em uma função com exame toxicológico, evite a coca em todas as formas durante a viagem: chá, folhas, balas e farinha. Também não há estudos suficientes sobre gravidez, amamentação, crianças pequenas ou pessoas com hipertensão ou problemas cardíacos: nesses casos, consulte o seu médico antes.
A folha de coca é legal no Peru?
Sim, para o uso tradicional e lícito. Comprar folha de coca num mercado, mascá-la ou tomar chá de coca em Cusco é legal e totalmente normal. O que o Estado controla é o seu comércio, porque é possível extrair cocaína da folha.
Esse comércio legal passa pela Empresa Nacional de la Coca (ENACO), a Empresa Nacional da Coca, vinculada à Presidência do Conselho de Ministros do Peru. Nas palavras da própria empresa, ela é a única empresa do Estado peruano autorizada a coletar, industrializar e comercializar a folha de coca e seus derivados, e sua função principal é atender à demanda legal, tanto para o uso tradicional, mascado ou chacchado, quanto para a indústria. Sua sede central fica em San Sebastián, na cidade de Cusco.
O marco internacional reconhece esse uso. A Convenção da ONU contra o Tráfico Ilícito de 1988 pede que as medidas contra o cultivo ilícito levem devidamente em conta os usos tradicionais lícitos onde houver evidência histórica deles, como acontece nos Andes.
Dá para levar folha de coca para fora do Peru?
Não. Esta é a parte mais importante do guia. A Convenção Única de 1961 sobre Entorpecentes define a “folha de coca” como qualquer folha do arbusto de coca da qual não tenham sido extraídos os alcaloides, e a inclui na sua Lista I, a mesma da cocaína. Fora dos países andinos que reconhecem o seu uso tradicional, a maioria dos países a trata como entorpecente controlado: levá-la na mala pode resultar em apreensão, multa ou processo criminal.
Um exemplo concreto: nos Estados Unidos, o regulamento federal de substâncias controladas (21 CFR 1308.12) inclui na Lista II as folhas de coca e “qualquer preparação” delas. Só ficam de fora as folhas descocainizadas e os extratos sem cocaína nem ecgonina. Os sachês de chá vendidos no Peru não são descocainizados: o estudo de Jenkins encontrou cocaína neles.
Importante: não traga de volta folhas, sachês, balas, biscoitos, chocolates nem farinha de coca, mesmo que estejam embalados e rotulados no Peru e sejam vendidos como lembrança. As regras variam de um país para outro, e os países onde você faz escala também contam. Se tiver qualquer dúvida, consulte o site oficial da alfândega do seu país de destino antes de comprar.
Pode…? Respostas rápidas sobre a coca
| Pergunta | Resposta | Fonte |
|---|---|---|
| Tomar chá de coca em Cusco? | Sim, é legal e comum em hotéis e casas. | ENACO |
| Mascar folha de coca no Peru? | Sim, é um uso tradicional reconhecido. | ENACO; INEI e DEVIDA |
| Usá-la para prevenir o soroche? | Não há evidência de que funcione; a aclimatação funciona. | Caravedo e outros, 2022; CDC |
| Pode dar positivo num exame toxicológico? | Sim, mesmo com uma única xícara. | Jenkins e outros, 1996; Turner e outros, 2005 |
| É a mesma coisa que cocaína? | Não: a cocaína é extraída da folha por um processo químico. | OMS, 2025 |
| Levar na mala para casa? | Não: está na Lista I da Convenção Única de 1961 e a maioria dos países a proíbe. | Convenção Única de 1961 |
| Levar balas ou farinha de coca? | Também não: nos EUA, por exemplo, a proibição abrange qualquer preparação da folha. | 21 CFR 1308.12 |
| Tomar na gravidez ou com problemas cardíacos? | Não há dados suficientes: consulte o seu médico. | OMS; revisão de Bauer, 2019 |
Onde ver a folha de coca em Cusco
- Nos mercados de abastecimento: os mercados estão entre os principais locais de compra de folha de coca no Peru. Em Cusco você verá bancas com sacos de folhas, llipta e sachês de chá, ao lado das ervas e das frutas. Pergunte antes de fotografar.
- No café da manhã do hotel: quase sempre há uma garrafa térmica com água quente e folhas ou sachês de chá de coca para os hóspedes.
- No Inti Raymi: todo 24 de junho, no trecho da Praça de Armas, é encenada uma cerimônia com folha de coca.
- Nas trilhas: em rotas como a Trilha Inca, é comum ver carregadores e arrieiros mascando coca nas subidas.
- Nas oferendas: no campo e em algumas cerimônias andinas ainda se fazem despachos com k’intus de coca. Se for convidado, observe com respeito e pergunte se pode filmar.
Se quiser provar outras bebidas típicas, o guia de comida típica de Cusco inclui o chá de muña, uma erva andina parecida com a hortelã que também é servida em hotéis e restaurantes. É uma boa opção se você quiser evitar a coca por causa dos exames toxicológicos.
Resumo: o essencial sobre a folha de coca
- O que é: a folha de um arbusto andino, com uma pequena quantidade de cocaína entre outros alcaloides. Não é cocaína.
- Uso tradicional: é mascada no trabalho, oferecida à Pachamama e compartilhada como gesto de respeito.
- Chá de coca: legal e comum em Cusco. Aproveite como bebida, não como remédio.
- Mal de altitude: não há provas de que o previna. Funcionam a aclimatação gradual, evitar álcool nas primeiras 48 horas e, se o médico indicar, a acetazolamida.
- Exames toxicológicos: uma xícara pode dar positivo. Se você faz exames, evite.
- Legalidade no Peru: legal para o uso tradicional; a ENACO é a empresa estatal que administra o seu comércio.
- Na volta para casa: não leve em nenhuma forma. Na dúvida, consulte a alfândega do seu país e das suas escalas.
Antes de fechar a mala, confira o que vale a pena levar em o que levar para Cusco e organize os seus dias de aclimatação com os roteiros em Cusco de 3, 5 e 7 dias.
Perguntas frequentes
O chá de coca serve para o mal de altitude?
Não há provas de que o previna. Um estudo com viajantes em Cusco publicado em 2022 concluiu que tomar chá de coca não reduziu o risco; o que funciona é a aclimatação gradual.
Posso levar folha de coca ou chá de coca para o Brasil ou outro país?
Não é recomendável: a folha de coca está na Lista I da Convenção Única de 1961 e a maioria dos países proíbe a sua importação, incluindo sachês, balas e farinha. Consulte sempre a alfândega do seu país de destino.
O chá de coca dá positivo no exame toxicológico?
Pode dar. Ao tomá-lo, o corpo elimina benzoilecgonina, o metabólito da cocaína que os exames de urina detectam, e um estudo a encontrou por pelo menos 20 horas depois de uma única xícara.
A folha de coca é a mesma coisa que cocaína?
Não. A folha contém uma pequena quantidade de cocaína entre outros alcaloides, e a cocaína é uma substância obtida dela por um processo químico de extração.
A folha de coca é legal no Peru?
Sim, para o uso tradicional: mascar, tomar chá ou usá-la em oferendas. O comércio legal é administrado pela ENACO, a empresa estatal da coca, com sede central em Cusco.
O que é o chacchado?
É a forma tradicional de consumir a folha nos Andes: as folhas vão para a boca uma a uma, formam uma bola e são umedecidas com a saliva, muitas vezes com um pouco de llipta.
Como se prepara o chá de coca?
Coloque algumas folhas secas ou um sachê numa xícara, cubra com água recém-fervida e deixe em infusão por alguns minutos. Pode adoçar com açúcar ou mel.
Grávidas ou crianças podem tomar chá de coca?
Não há estudos suficientes sobre gravidez, amamentação, crianças pequenas ou pessoas com problemas cardíacos. Nesses casos, consulte o seu médico antes.
Fontes oficiais
- Dalle: El despacho. Revista Allpanchis, n.º 1 (1969), Instituto de Pastoral Andina revistas.ucsp.edu.pe
Vale Sagrado dos IncasCuscoTrilha IncaMontanha Colorida
Como fizemos este guia
Escrito por Paul Pumalloclla · 17 anos no turismo
- Fontes oficiais Preços, horários e regras conferidos com o Ministério da Cultura do Peru, SERNANP, PromPerú e as empresas de trem e ônibus.
- Fontes citadas No fim de cada guia, colocamos o link das fontes que usamos.
- Sempre atualizado Quando uma regra muda, atualizamos o guia e a data.
Não somos agência: não vendemos passeios nem fazemos reservas. Se um link for de um parceiro comercial, indicamos isso ao lado do link, e isso não muda os dados nem as recomendações.
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